Foto: Recebendo maracujá
Levantamos e fomos para o lugar onde uma família de índios moram, que é afastado das aldeias. Fizemos o café da manhã que por sinal estava muito bom, foi debaixo das árvores e até decoração fizemos. Depois fizemos devocional com eles e começamos a preparar o almoço.
Eu estava na escala como auxiliar no almoço. Foi desafiador e engraçado! A começar descascando alho, lavando vasilha (detalhe que aqui se lava louça no rio). Fui colher jiló, depois cortei ele e a abóbora. As índias estavam morrendo de rir da cena! Haha
Enquanto ficamos com o almoço, alguns índios foram atrás de uma caça!!! Nesse intervalo fomos na lavoura pegar maracujá e assistir os homens colhendo! Cada maracujá gigante!
Na hora do almoço a líder pediu para servimos e esperar. Na expectativa dos missionários virem e sentar, eu olhava para os pratos ao lado e via a caça, eu não tinha colocado no meu, até porque ninguém tinha percebido!rs Terminado, a líder veio e disse para trocarmos nosso prato com alguém. O quê? Como assim? Era isso mesmo...TROCAR OS PRATOS! Mas peraí, eu não como caça, jiló e nem abóbora. E agora? Ai, que aperto! Tive que trocar, a líder veio direto trocar comigo!haha Mas até que o prato dela estava de acordo. Eu dei a caça despistado pra alguém!haha
O motivo disso era nos mostrar sobre o amor, e repartir o nosso melhor com o próximo. Eu havia servido o que eu gostava, pensando em mim, e acabei dando ao próximo. Pode doer e ser ruim, mas é isso que temos que fazer...Dar o nosso melhor e não o pior! Incrível! Foi difícil, mas eu aprendi e cresci!
Depois dessa casa, o grupo que ia ministrar com os adultos e as crianças na aldeia principal foram a pé até lá, deu uns 20 minutos. No caminho conversei um pouco com o pastor do nosso grupo sobre doutrinas...Esses assuntos de tatuagem, cabelo longo, etc.
Chegando lá tomei um banho de “chuveiro” bem gelado!
Enquanto o Iago jogava futebol com algumas crianças, a Suzi foi falar sobre a Arca de Noé com as outras, fiquei lá ajudando. Tinha dois meninos que não estavam participando, fui até eles durante a ministração conversar. Então chegou mais duas crianças perto e eu falei sobre Jesus, amor, etc. Eles aceitaram a Jesus, repetindo a oração comigo. Quando voltei um menino por volta de 10 anos quis fazer uma oração de encerramento. Ele parou no meio dela e disse: “Esqueci como termina, mas eu dei o meu melhor.” Dá para vê a sede e fome que ele tem de aprender, até porque na ministração das 18h ele foi e ficou todo concentrado.
Depois eu fiquei lá no meio das crianças conversando, e uma menininha me disse que sua irmãzinha havia morrido. Assim que eu perguntei como, sua prima chegou e ficou olhando estranho, mesmo assim eu perguntei de novo e ela disse que ela tinha sido enterrada por uns homens. Fiquei com aquilo na cabeça por um tempo, imaginando se eles cometiam ou não o infanticídio, mas o líder me respondeu que não. Disse que essa menininha havia morrido enquanto estava na rede. Estranho!
Depois assistimos a ministração dos adultos, que na verdade parecia mais pra criança. Enquanto tem essas ministrações todos os dias, há um pequeno grupo sendo discipulado para o batismo, que será no final de semana.
Voltamos de van para cá, demos carona para algumas pessoas que ficaram no caminho! Eu dormi de tanto sono e acabei nem escrevendo aqui no dia certo!rs


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