segunda-feira, 9 de maio de 2011

6º dia - Diário em uma Tribo















Foto: Teatro Ladrão da Alegria


Acordamos e fomos tomar café juntos. E olha só que surpresa! Era milho!
Hoje o dia foi mais light, porque três homens foram fazer uma "escada" no rio em outra casa, onde vai ser o batismo, porque para chegar até o rio tem muito morro e vai vir muita gente. Os líderes foram na cidade resolver alguns problemas e o resto ficou aqui para ajudar no almoço, fazer devocional, ajeitar as coisas, etc.
Tivemos uma surpresa na devocional. Quando já estava acabando (a devocional é só do grupo), chegou uma mulher que estava começando a vir nas ministrações e ficou conosco. Depois de orarmos para encerrar, ela pediu para falar. Disse que havia ganhado duas bençãos. Uma era que seu marido que não queria vir nas reuniões e era resistente quanto a ida dela também, aceitou vir. A outra era que ela estava doente e após a aula do dia anterior, Cristo Aquele que Cura, ela tinha fé que estava curada. Uma irmã do grupo sentiu de orar, e ela também tinha pedido oração. Outro irmão do grupo sentiu de continuar orando. De repente nós do grupo estendemos as mãos sobre ela e falamos: JESUS, JESUS, JESUS...E havia outros impondo as mãos. O demônio se manisfetou, ela começou a entortar um pouco agachada, tirou a jaqueta. Logo vimos que o demônio ia machuca-la, então o irmão que estava impondo as mãos a segurou, apontou o dedo em seu rosto e repreendeu mandando ele ficar quieto e sair.
A mulher voltou para si, ficou um pouco sem entender a situação, então saimos do local, deixando-a com dois do grupo para conversar com ela. Enquanto isso intercedemos do lado de fora.

Depois ajudei na cozinha lavando vasilha e catando feijão. Eu já até acostumei a comer com as galinhas, patos e cachorro em volta. Toda hora eles avançam pra pegar a comida da nossa mão. Eu já estou ficando esperta, estou comendo em pé, mas tem hora que eles merecem uns chutes!hahaha
Comecei a ensaiar o teatro com o Arthur e Felipe, eles ajudaram bastante! Vamos fazer a peça parecida com a "Lifehouse", digamos que misturei algumas peças. O grupo inteiro vai participar, depois temos que ensaiar com o restante.
Fiz meu devocional sozinha e depois almoçamo. Dei uma geral na barraca, a Ianca me ajudou e como! Veio um índio vender colar, brinco, etc. Encomendei um colar e comprei outras coisas. Depois ficamos conversando um pouco. Depois apareceu outra índia vendendo e até me deu um colar.

Os líderes chegaram da cidade e fomos alguns do grupo para a aldeia principal. Chegamos um pouco atrasados, por isso estava vazio. O povo costuma ver nossa chegada e com o tempo vai se aproximando. Fizemos a peça: Ladrão da Alegria, que havíamos ensaiado na van e mesmo assim ficou ótimo!hehe Depois teve uma palavra sobre José do Egito. Tomamos banho por lá mesmo no "chuveiro". Viemos embora assistindo Marcos Nascimento na Van! Jantei e aqui estou!





Foto: Eu (com o brinco que comprei haha) e a Aiumme, filha do cacique da aldeia principal!
obs: ela é linda!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

5º dia - Diário em uma Tribo







Foto: Recebendo maracujá






Levantamos e fomos para o lugar onde uma família de índios moram, que é afastado das aldeias. Fizemos o café da manhã que por sinal estava muito bom, foi debaixo das árvores e até decoração fizemos. Depois fizemos devocional com eles e começamos a preparar o almoço.

Eu estava na escala como auxiliar no almoço. Foi desafiador e engraçado! A começar descascando alho, lavando vasilha (detalhe que aqui se lava louça no rio). Fui colher jiló, depois cortei ele e a abóbora. As índias estavam morrendo de rir da cena! Haha
Enquanto ficamos com o almoço, alguns índios foram atrás de uma caça!!! Nesse intervalo fomos na lavoura pegar maracujá e assistir os homens colhendo! Cada maracujá gigante!
Na hora do almoço a líder pediu para servimos e esperar. Na expectativa dos missionários virem e sentar, eu olhava para os pratos ao lado e via a caça, eu não tinha colocado no meu, até porque ninguém tinha percebido!rs Terminado, a líder veio e disse para trocarmos nosso prato com alguém. O quê? Como assim? Era isso mesmo...TROCAR OS PRATOS! Mas peraí, eu não como caça, jiló e nem abóbora. E agora? Ai, que aperto! Tive que trocar, a líder veio direto trocar comigo!haha Mas até que o prato dela estava de acordo. Eu dei a caça despistado pra alguém!haha
O motivo disso era nos mostrar sobre o amor, e repartir o nosso melhor com o próximo. Eu havia servido o que eu gostava, pensando em mim, e acabei dando ao próximo. Pode doer e ser ruim, mas é isso que temos que fazer...Dar o nosso melhor e não o pior! Incrível! Foi difícil, mas eu aprendi e cresci!

Depois dessa casa, o grupo que ia ministrar com os adultos e as crianças na aldeia principal foram a pé até lá, deu uns 20 minutos. No caminho conversei um pouco com o pastor do nosso grupo sobre doutrinas...Esses assuntos de tatuagem, cabelo longo, etc.
Chegando lá tomei um banho de “chuveiro” bem gelado!
Enquanto o Iago jogava futebol com algumas crianças, a Suzi foi falar sobre a Arca de Noé com as outras, fiquei lá ajudando. Tinha dois meninos que não estavam participando, fui até eles durante a ministração conversar. Então chegou mais duas crianças perto e eu falei sobre Jesus, amor, etc. Eles aceitaram a Jesus, repetindo a oração comigo. Quando voltei um menino por volta de 10 anos quis fazer uma oração de encerramento. Ele parou no meio dela e disse: “Esqueci como termina, mas eu dei o meu melhor.” Dá para vê a sede e fome que ele tem de aprender, até porque na ministração das 18h ele foi e ficou todo concentrado.
Depois eu fiquei lá no meio das crianças conversando, e uma menininha me disse que sua irmãzinha havia morrido. Assim que eu perguntei como, sua prima chegou e ficou olhando estranho, mesmo assim eu perguntei de novo e ela disse que ela tinha sido enterrada por uns homens. Fiquei com aquilo na cabeça por um tempo, imaginando se eles cometiam ou não o infanticídio, mas o líder me respondeu que não. Disse que essa menininha havia morrido enquanto estava na rede. Estranho!

Depois assistimos a ministração dos adultos, que na verdade parecia mais pra criança. Enquanto tem essas ministrações todos os dias, há um pequeno grupo sendo discipulado para o batismo, que será no final de semana.
Voltamos de van para cá, demos carona para algumas pessoas que ficaram no caminho! Eu dormi de tanto sono e acabei nem escrevendo aqui no dia certo!rs



quinta-feira, 28 de abril de 2011

4º dia - Diário em uma Tribo















Foto: Algumas crianças da aldeia principal / Parte da aldeia princial

Acordei na expectativa de tomar banho no rio, mas não deu tempo. Tomamos café, fizemos devocional e fomos na farinheira, que é 20 minutos mais ou menos...Vi como se faz mandioca!rs
Depois fomos na "casa" de um sujeito lá perto evangelizar, pintei minha cara e tudo mais. Em seguida fomos em outra, de um senhor que nem sua idade sabia. Oramos com ele porque ele disse que estava preso em bebida. O pastor que veio em nosso grupo orou dentro da casa dele e disse que tinha lixo em todo canto, até onde ele dorme. Disse que saiu uns 5 morcegos de lá, tava tudo bem escuro. Enquanto ele e outros oravam, voltei com mais dois do grupo pra decidirmos junto com a líder em que ministério ficaríamos. Decidi apoiar o infantil e ficar com o teatro, já que tive um pouco de experiência e não tem ninguém. Vou ter que criar uma peça sobre Jesus que atinja tanto criança como adultos. Ixi, que desafio!
Enfim, tomei banho no rio com a Suzi e Ianca. Tava com sol e a Eliene tava lavando roupas. Deu um alívio!
Depois dividiram a equipe, alguns ficaram para ensinar as pessoas da aldeia mais próxima, eu e os outros fomos para a aldeia principal depois do almoço.
Chegando lá acho que fiquei um pouco decepcionada. Tudo bem que tem oca, dialeto e um pouco de tradição, mas eles já estão muito urbanizados. Vi índio de PUMA, relógio, etc. Tem de tudo, até brincar de passar anel eles sabiam! Tem até uma escola que um empresário que não é cristão construiu.
É triste saber que estão cada vez mais perdendo sua cultura e se adaptando aqueles que invadiram suas terras.
Eles tentam preservar um pouco da cultura, mas não é a mesma coisa. Por isso um missionário tem que ter muito preparo. Temos que levar o evangelho dentro do mundo deles, incentivando a manter e viver a verdade dentro de suas realidades. Tenho que ir para causar mudança no coração, na fé e não fazê-los viver minhas doutrinas, manias e jeito.
Ontem, ao invés de falar: "Mais branco que a neve", falamos: "Mais branco que a polpa do coco."

Bom, fizemos cultinho com as crianças, brincadeiras e depois até tomei banho em um "chuveiro" com água bem gelada que tem dentro da escola!hehe
Eu, Suzi, Iago, Ianca e Felipe ficamos na van de 18h às 19h30 esperando o povo terminar a ministração com os adultos, já que tínhamos acabado com as crianças. Foi um tempo bom e engraçado. Ficamos contando casos, e me deu saudades de casa!
Enfim, chegamos em nosso cantinho, conversamos, comemos e agora preciso dormir, já nem consigo raciocinar mais!hehe

Amanhã tem mais...




Foto: Brincando de "passa anel" com as crianças!hehe

terça-feira, 26 de abril de 2011

3º dia - Diário em uma Tribo















Foto: Rio que tomamos banho / Lona com as barracas juntas

O dia nem amanheceu e eu acordei com barulho do povo orando em línguas, cantando e frases do tipo: "Ser crente é bom demais." Pensei que algo tinha acontecido, na dúvida se saia ou não da barraca, ouvi o povo gritando: "Vem com Josué lutar em Jericó..." Então decidi sair junto com mais dois da barraca ao lado. O povo estava orando e cantando na madrugada. Deus tinha direcionado a líder a fazer assim com sete pessoas, as outras foram porque acordaram.
Que experiência tivemos naquela escuridão com o céu tão estrelado. Ficamos mais ou menos uma hora e meia assim, louvando e compartilhando revelações.

Voltamos a dormir e já cedinho levantamos para tomar banho no rio. Depois de descer o morro, começou uma chuva muito forte, a água estava tão fria e as folhas da bananeira mal cobriam nossas mochilas com as roupas. Acabou que tomamos banho de gato mesmo!hehe
Quando subimos o morro, adivinha só? A chuva parou!rs

Fiquei um pouco enjoada, nem tomei café que por sinal era mandioca, mas logo melhorei.
Depois do café tivemos a devocional juntos com mais três índios.
Todos os dias vamos ter trabalho com as crianças de 9h - 12h. As 18h será estudo com os adultos.
A van então foi pegar as crianças na aldeia, enquanto isso preparamos o almoço. Elas só foram chegar por volta de 13h por causa da chuva que voltou.
Uau! Quantas crianças, por volta de 30! Almoçamos e servimos elas. Até então eu não sabia que ministério participar, se com estudo com os adultos, adolescente ou criança, porque não participei da reunião antes da viagem.
Já tinha 2 pessoas no infantil e então fiquei quieta, esperando a líder me falar, deixei nas mãos do Senhor. A tarde a Beth me pediu para contar uma história da Bíblia para as adolescentes, pois aqui há muito abuso sexual, adultério, prostituição na idade delas. Por incrível que pareça algumas já até "casam" nessa idade. Pensei em uma palavra para mostrá-las que devem se valorizar, guardar, etc. Tive 20 minutos para preparar, e acabei falando sobre Rebeca. Foi muito bom!

Depois ficamos brincando com as crianças, porque a Van não tinha chegado ainda para leva-las.
18h chegaram alguns índios que já são cristãos para o estudo. Duas pessoas do grupo ministraram o estudo "Fundamentos da Fé" e "Cura." E outra parte da turma foi para a aldeia principal fazer estudo com o povo que iria se batizar e para pregar.

É isso! Vou dormir agora antes que o vizinho chegue! hehe

Amanhã continua...





Foto: Eu falando sobre Rebeca

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Diário em uma Tribo - 1º / 2º dia














Foto: Chegada na Bahia / Minha barraca 5 estrelas


Fiz uma viagem missionária à uma tribo de índio Pataxó, onde registrei em meu caderno cada momento. A viagem começou dia 03/07/2010 e terminou 14/07/2010.
Desde que voltei estou para postar os escritos da viagem. Ontem acabei pegando meu caderno e lembrando. Então aí está, do jeito que escrevi.


PRIMEIRO E SEGUNDO DIA
Saída de Belo Horizonte. Confesso que surgiu um desânimo...Pessoas novas, cultura diferente, banho em rio e 10 dias pela frente. Ixi, mas vamos lá!
5h da manhã lá estava eu encontrando o grupo no bairro Buritis. O quê? Uma Van para tantas malas, doações e 14 pessoas? Exprimida fiquei sem poder me curvar e com o colo cheio de objetos. 6h assim saimos de Belo Horizonte.
As pessoas tomaram Dramin e eu recusei. Ora...eu não costumo passar mal mesmo. 10 minutos após esse pensamento comecei a passar mal, senti que não ia aguentar aquela viagem de 14 horas desse jeito. Será que falo a eles que estou assim ou espero? Logo lembrei do que uma pessoa (Silvana) me disse uma vez: "Mesmo que pareça que vai ser difícil, Deus não vai te abandonar e te dar coisas ruins, pelo contrário, Ele cuida de você! Aconteceu comigo."
Bom, ela tinha razão, pois logo a Van parou na barreira da polícia. Enquanto o motorista resolvia o problema, a líder percebeu que eu estava pálida, então me deu Dramin, mandou todos abrirem as janelas. Eu senti que ia vomitar, mas até sair de onde estava e ir para fora ia ser uma tarefa bem difícil. O enjôo foi passando e o motorista voltou, dizendo que não perguntaram nada demais. A líder disse: "Eu sei porque paramos. Era por causa da Priscila."
Bom, eu melhorei e continuamos a viagem com muita brincadeira, risos e paradas.
Após horas chegamos a Itamaraju, última cidade que passamos. Iamos tomar banho na rodoviária, porque já era tarde e tínhamos mais 2 horas de estrada de terra para entrar na mata. Acabou que não deu. Suados e cansados fomos embora assim mesmo.

Chegando na estrada de terra alguém começou a orar, visões foram dadas a várias pessoas, de correias sendo libertas enquanto estávamos louvando, e enquanto orávamos algumas pessoas viram anjos apareceram e o que estava prendendo a van passou. Louvamos, oramos em línguas, choramos, revelações foram dadas. Enfim, chegamos na "casa" de uma família de índios, que agora são missionários (o projeto tem 3 anos que existe e alguns dos índios que vivem perto já foram evangelizados. E esse casal de índios mora mais afastado e ajudam na evangelização dos outros, mesmo sabendo pouco). Fizemos serenata para eles e seus quatro filhos. Na verdade fizemos a serenata porque os líderes falaram que iríamos acampar na aldeira principal e não na "casa" desse casal, portanto poderia surgir ciúmes. E como não tem como ter contato com a tribo, ninguém sabia da nossa chegada). Mas acabamos ficando aqui mesmo por motivos de segurança e direção de Deus.

Logo me deparei com uma indiazinha (filha do casal), com aquele jeitinho tímido nem me deu muito papo!rs
Armamos as barracas de qualquer jeito, até porque já era 1h da manhã e estava muito escuro, mesmo com o gerador novo que ganharam na última vinda do projeto.

Dormi me sentindo suja, custei a dormir por causa de um ronco da barraca vizinha, e porque a barraca ficou pequena para mim e a Suzi.
Bom, eu não tinha uma mala, e sim uma mochila gigante cheia de roupa, lençol, etc. Para tirar uma peça de roupa tinha que tirar todas as outras. Como no momento não tinha espaço na barraca, ficava tudo na Van. Tava tudo uma bagunça!rs

Acordei cedo com os outros, fomos tomar banho no rio. Temos que descer um morro bem grande para chegar até ele. Que experiência! Estava murmurando nos pensamentos e pensando que haviam muitos dias pela frente.
Depois do banho (só com mulheres, claro!rs) lá fui eu subir o morro de volta arrependida dos pensamentos anteriores, porque o banho foi ótimo, a água estava fresquinha!
Fomos armar a lona para colocar todas as barracas juntas, e sobrou várias, logo eu fiquei sozinha em uma, tirei as coisas da mochila e coloquei aqui do meu lado. Oh coisa boa! Não vou ter mais o problema da embolação na mochila! (Lembrei do que a pessoa disse de novo).

Tivemos um culto aqui. Tem tipo uma "igrejinha" aqui na frente da casinha desse casal de índio, que eles mesmo construíram, porque queriam fazer cultos para os outros virem. Como era Domingo eles (casal de índio) fizeram o culto, só havia nós do grupo e mais uma família da aldeia vizinha. E que culto, viu! Eles estavam cheios da unção!
O dia foi mais para descansar . Tirei um cochilo na minha barraca 5 estrelas e até comi mandioca, arroz e feijão misturado. Até na comida Deus está cuidando de mim!
São 3 aldeias, amanhã acho que vamos conhecer a aldeia principal, que é 8 km daqui.

Bom, decidi escrever já que aqui se dorme tão cedo (19h), e estou sozinha na barraca! Então já vou indo, a lanterna está quente e o viziinho de barraca já está roncando.

Amanhã continua...

quarta-feira, 16 de março de 2011

All I Need Is You

Solta o Play! ;)

video


É mais do que uma canção, é mais do que letras e um livro sagrado. É JESUS!
Quantas vezes nos apegamos a pessoas ou situações terrenas, e nos consideramos dependentes daquilo? Nos mantemos ocupados com tais coisas a ponto de ceder grande parte do nosso coração. A sensação de não termos aquilo é que vamos entrar em uma "crise de abstinência". E quando não sabemos obter corretamente, podemos perder ou estragar.
É aqui que nos encontramos com uma alternativa: Entregar e confiar!

Me encontrei em momentos em que as coisas me deixavam ocupada demais e dependentes. O espaço que tinha para Deus era muitas vezes o que sobrava. Nós não percebemos, mas viver assim é como se descessemos degraus na nossa caminhada. Até chegar o momento em que estamos desanimados e vendo Deus cada vez mais distante. Perdemos a fé, a confiança e sempre querendo dá uma "mãozinha" pra Deus.

Em Jeremias 3, vemos que Israel tinha se afastado do Senhor, praticava coisas que não O agradava. Deus então dá chances e pede pra que se voltem a Ele, de tão grande que é Sua misericórdia e amor. Realmente Ele nos chama como estamos, mas não nos deixa COMO estamos. Ele quer transformação verdadeira. Assim como pediu nesse capítulo pro povo de Israel.

Nós nos conduzimos para longe e automaticamente voltamos o coração para coisas terrenas.
É então que Deus interfere, de tanto que nos ama e quer nos ver bem pertinho. É como se Ele nos pegasse e levasse pra debaixo da terra, não porque porque quer nos ver sofrer, mas porque Ele te quer ali bem escondidinho, sem ninguém observando, apenas você e Ele.
Ali é como se fosse um "deserto" (como no post abaixo), estamos sendo forjados e aproximando do Senhor. É onde temos tempo pra Ele, pra chorar, pra arrepender, pra adorar, pra desabafar, pra render, reconhecer, e ao mesmo tempo é criado um caráter de filho maduro. Então vamos nos aproximando e sendo adubados.

Ali mesmo debaixo da terra, vamos melhorando e então as raízes começam a surgir, e quando estivermos moldados e reconhecermos nossa TOTAL dependência Nele, cresceremos tanto que sairemos de debaixo da terra e com o tempo os frutos aparecerem.


Tudo que precisamos é Jesus. Posso dizer que é uma frase, digamos, que "batida", mas quando pronunciamos com entendimento, há um clamor em nosso íntimo, dizendo que precisamos nos desprender das coisas em que agarramos e viver a Bíblia.
Ele é o motivo de estarmos aqui e o motivo pela qual teremos uma eternidade.
Enquanto busco a vontade Dele, Ele cuida dos meus sonhos e coração. Isso é entregar, é descansar seguindo a direção do Espírito Santo.
Quando tomei uma atitude de entregar todos meus desejos e sentimentos, senti uma paz e vontade de apenas fazer a obra, adorá-Lo e deixar que Ele cuide de mim.
Apenas viva um dia de cada vez confiando, entregando, adorando e chegará um momento em que olhará para trás e verá o tanto que cresceu, e sem ao menos perceber terá grandes testemunhos de frutos que surgiram. Glória a Deus por isso!

O inimigo quer nos fazer parar de crer, assim deixando-nos sem confiar. É ai que o desânimo, a dúvida entram e todo aquele processo de afastamento acontece.

Podemos viver sem nos apegarmos a coisas, nós criamos nossos vícios e colocamos na cabeça que não tem saída. Porém, se ficarmos sem, veremos que continuaremos vivos. Nossa única dependência é em Jesus. Sem Ele você é como um robô. Está morto e andando por ai!haha
É Ele quem nos dá força e nos faz enxergar. É o Único que dependemos.

ALL WE NEED IS JESUS!!!

"Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia Nele, e o mais Ele o fará." (Sl 37:5)

sábado, 5 de março de 2011

Deserto

Tem algum tempo que não escrevo, mas são momentos como em um deserto que me encontro tão mais próxima de Deus, que resolvi colocar meus pensamentos em letras.

Deserto é um lugar seco, que sustenta pouca vida. Há muita ausência de fontes de água, causando desidratação e também insolação. Achei interessante sobre as tempestades de areia também:

"Os seres humanos também podem ter de se adaptar às tempestades de areia em alguns desertos, e não apenas nos seus efeitos nocivos para o sistema respiratório e os olhos, mas também nos seus efeitos potencialmente prejudiciais sobre os equipamentos, tais como filtros, veículos e equipamentos de comunicação. Tempestades de areia podem durar horas, às vezes até dias. Isso faz com que sobreviver no deserto seja bastante difícil para os humanos."

Em nossas vidas há desertos.
Deserto não se refere apenas a vida financeira, mas também a sentimental, profissional, familiar, etc.
Não consigo imaginar um pai que deixa seu filho em tal lugar por toda vida, ainda mais um pai como Deus (Isaías 49:15). Vejo pessoas que falam: "As vezes Deus quer que eu PERMANEÇA no deserto." Você pode permanecer, mas só se quiser.
Não era desejo do Pai deixar o povo de Israel durante 40 anos no deserto. A escolha foi deles, Deus tinha apenas uma passagem rápida por lá. Com isso, vejo que deserto faz parte sim de nossas vidas, precisamos passar por ele, mas lembre-se que é passageiro.
No deserto somos levados ao pó, é onde a soberba, a vaidade, o orgulho vão embora, e vem momentos, como tempestades de areia, que incomodam e irritam até mesmo o nosso físico. Há desidratação por falta de substâncias que nos deixam vazios, como se a última gota do recipiente se secasse, deixando-nos fracos.

Os israelistas não passaram momentos facéis, mas eles presenciaram milagres e mesmo no deserto não faltou o que vestir e o que comer. Há uma diferença tremenda entre uma pessoa que passa pelo deserto com Jesus e outra sem. Com Jesus não vai faltar o que comer, o que vestir.
No versículo:
"Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33), pensamos que as outras coisas são carros, mansões, dinheiro. "Estas coisas" é o que o versículo 31 fala: "Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?". Deus sempre cuida dos filhos, mesmo quando estes estão na passagem pelo deserto.

Onde quero chegar com isso?
Quero mostrar que todo deserto tem o lado positivo. Alguns desertos contêm depósitos mineirais valiosos. Nesse lugar nos aproximamos mais do Senhor e vivenciamos milagres, somos refinados, e reconhecemos nossa total dependência em Deus. Aprendemos a valorizar o que recebemos, é onde nosso caráter é forjado e somos ensinados a olhar pro próximo como nosso superior, com um amor sincero e não amor por "dó".


Estou falando tudo isso porque desde ontem estou passando por um deserto. Sabe aquela velha história de que aprendemos com os nossos erros? Então, eu não precisava estar passando por este momento, mas vejo que eu necessitava. Como falei antes, não é fácil sentir as tempestades de areia vindo, não é fácil ter minha última gota se esgotando, não é fácil ter afastado quem se ama.
Mas são momentos como esses que aprendemos a valorizar o que recebemos, Deus não nos dá algo a toa, tudo é precioso e de valor imensurável. Tem pouco tempo que estou me sentindo no deserto, mas esses dias parecem que são maiores e os ensinamentos tão densos. Estou aprendendo a deixar o orgulho de lado e a amar o próximo como superior a mim, nós precisamos uns dos outros. São nesses momentos que reconhecemos os erros, arrependemos de atitudes negativas e nos humilhamos. Somos tão fracos e dependentes!
No deserto (pelo menos no que estou passando), o silêncio toma conta do ambiente, mas não dos pensamentos. Os pensamentos parecem borbulhar e tomar conta de cada hora do longo dia. Pensamentos de ter falado o que não devia, de querer acelerar o tempo, de querer acertar.
Com isso vejo que estou cavando o lado positivo do deserto, minhas dúvidas foram embora e se tornaram certezas. O valor ao próximo que antes não havia, agora existe.
Nada compra os momentos vividos e até mesmo os ruins, tudo serviu de aprendizagem e de memórias agradáveis.

O bom disso tudo é que mesmo todos sendo pecadores e passando por desertos, o dia da vitória sempre chega. Deus tem o melhor pra mim!

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Sl 30:5)